Concurso 2026
Aqui pode encontrar todas as fotografias e fotógrafos que participaram no concurso de fotografia da Litoral Norte em 2026.

Cardo-marítimo (Eryngium maritimum), "são espécies fundamentais que habitam as dunas do Parque Natural do Litoral Norte, em Esposende. Estas plantas desempenham um papel decisivo na fixação das areias e na preservação do frágil ecossistema costeiro". A sua beleza encanta desde o seu nascimento ao seu envelhecimento. Na fase adulta adquire um tom azul violenta que contrasta com o verde das suas recortadas folhas. Beleza infinita.

A elegância do voo de uma ave recortada contra a imensidão do céu do Litoral Norte. Este registo técnico foca-se na aerodinâmica e na liberdade da avifauna que utiliza o estuário e a costa marítima como corredor migratório e zona de alimentação, reforçando a importância do Parque na proteção destas espécies vulneráveis.

Quando vi esta garça a levantar voo, quis captar aquele momento de liberdade e de beleza que muitas vezes passa despercebido. Esta fotografia mostra a ligação entre a ave e o seu habitat natural, lembrando a importância de preservar os ecossistemas costeiros do Parque Natural do Litoral Norte. Espero que esta imagem transmita a tranquilidade da natureza e desperte uma maior consciência para a proteção da biodiversidade.

A resiliência da flora selvagem em ambientes agrestes. O plano foca-se na textura única de uma planta herbácea perfeitamente adaptada à salinidade e à força dos ventos marítimos, evidenciando as táticas extraordinárias de sobrevivência e fixação de espécies botânicas na linha de costa do Litoral Norte.

"Os quartzitos da praia da Apúlia correspondiam, tal como hoje, a praias de areia, de um oceano (Oceano Rheic) que, devido à colisão de antigos continentes há cerca de 350Ma, acabou por desaparecer e as suas areias foram transformadas em quartzitos.
Associados a estas rochas, poderemos encontrar diversos iconofósseis de seres vivos que viviam nessa altura nestas latitudes." Fonte: PNLN, A riqueza geológica é de uma beleza indescritível

Esta fotografia é um plano de pormenor de uma flor amarela vibrante, possivelmente um lírio-dos-pântanos. A imagem realça a estrutura delicada das pétalas, com finas nervuras escuras que convergem para o centro da flor, posicionada contra um fundo verde suavemente desfocado que faz sobressair a sua cor e forma.

O envelhecimento da madeira existente nos passadiços que por estas margens encontramos, fruto da exposição ao clima, permite o nascimento de de fungos de rara beleza. Observar as cores e as texturas destes elementos, bem como o seu desenvolvimento, comprova o poder da natureza face à sutenstabilidade da mesma.

O Rio Cávado abraça o Oceano Atlântico, deixando que as suas águas doces saudem as salgadas. O cenário é idílico. Sempre único, sempre belo. De maré cheia ou de maré vazia ou "vaza", de dia ou de noite, a paisagem é deslumbrante. Delicio-me, a cada vez, como se fosse a primeira vez. Aqui, a biodiversidade, Fauna e flora, encontram um dos mais ricos habitats naturais.

A fotografia apresenta uma composição onde sobressai uma larga faixa horizontal de tons amarelos e alaranjados junto ao horizonte. O céu superior exibe uma tonalidade azul acinzentada, enquanto a base da imagem é preenchida por gramíneas em silhueta, conferindo uma sensação de tranquilidade e amplitude à paisagem costeira.

Um instante de pura espontaneidade na vida selvagem do Parque. A fotografia capta em grande plano o comportamento dinâmico de uma pequena ave no seu habitat natural, no momento exato em que sacode as penas. Um registo que recorda a riqueza da avifauna local e a importância de preservar estes refúgios naturais onde a vida floresce sem perturbação.

Um grande plano que se centra na parte frontal do corpo de uma borboleta. A imagem evidencia pormenores minuciosos como o olho composto, as longas antenas e a textura "peluda" do tórax e da cabeça, enquanto o espécime se encontra sobre uma folha verde, sob um fundo escuro que faz sobressair as cores claras.

Nem sempre os pilritos estão a vaguear junto ao areal. São também vistos a descansar em rochas junto ao mar, onde estão mais protegidos. Mas por vezes, com a movimentação das marés ficam muito expostos às ondas, acabando por estar precisamente na zona de rebentação. Esta fotografia retrata o preciso momento em que uma onda arrebenta mesmo em cima de um grupo deles.

Um registo detalhado de uma dedaleira (Digitalis purpurea), capturando a interação biológica crucial no momento em que um inseto polinizador se aproxima em pleno voo. Esta imagem celebra a complexidade e a beleza da flora selvagem do Parque, destacando a simbiose perfeita entre a flora e a fauna locais.

Contemplar o entardecer à beira-mar, seguindo o passadiço junto à Praia de Cepães, permanecer até o sol mergulhar no oceano, em agosto de 2025, foi dos momentos vividos mais marcantes.
A luz suave desse momento mágico realçou os elementos naturais da paisagem e o mar refletiu a cor do entardecer, como espelho que se assemelha a uma pintura, esta tendo como autora a Natureza.

Um momento de paciência recompensado no Parque Natural do Litoral Norte.
A fotografia regista o instante em que consegui avistar este perna-verde-comum a alimentar-se calmamente na água, alheio à minha presença. Retrata a simplicidade e a beleza de partilhar o mesmo espaço com a vida selvagem que escolhe a nossa costa para passar o inverno!

Fotografia dos Passadiços da Restinga em Fão, um extenso cordão de dunas com imensa fauna e flora marítima que representa tão bem um pouco do cantinho que é o nosso Concelho de Esposende e a sua diversidade de habitats.. esta foto foi tirada com um céu carregado de nuvens que torna ainda mais bonita toda a composição

Esta imagem foca-se no disco solar posicionado sobre o mar, com o seu reflexo dourado a estender-se pela superfície da água. O ambiente é dominado por tons quentes de laranja. Em destaque, no primeiro plano, encontram-se várias espigas de plantas marítimas em silhueta, que emolduram a descida do sol sobre o oceano.

Entre o movimento incessante das algas e o abrigo estreito de uma fenda rochosa, uma Ranhosa (Lipophrys pholis) enfrenta silenciosamente a subida da maré. Espécie comum no litoral português, passa muitas vezes despercebida, escondida entre as rochas que chama de lar. No entanto, é neste pequeno universo que trava diariamente os seus próprios desafios: resistir à força das ondas, procurar alimento e evitar predadores. Ao revelar um habitante discreto do Parque Natural do Litoral Norte, esta imagem convida-nos a olhar para além das espécies mais emblemáticas e a reconhecer que o valor da natureza reside também na vida aparentemente insignificante. Cada pequeno ser desempenha um papel insubstituível no equilíbrio do ecossistema e merece o nosso conhecimento, respeito e proteção.

Um encontro fugaz no Caminho de Santiago Costeiro que atravessa o Parque Natural. A fotografia regista um coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) a meio do trilho arenoso, perfeitamente integrado no seu ecossistema dunar. Uma imagem que ilustra a coexistência harmoniosa entre a passagem humana e a vida selvagem que depende da integridade e conservação deste habitat litoral.

Nesta fotografia procurei captar o maçarico-real no seu ambiente natural, integrado na vegetação dunar que lhe serve de refúgio e alimentação. O meu objetivo foi mostrar que a beleza destas aves está intimamente ligada à conservação dos habitats onde vivem. Muitas vezes passamos por estes locais sem reparar na vida que escondem, e espero que esta imagem desperte um olhar mais atento para a importância de proteger a biodiversidade do Parque Natural do Litoral Norte.

Nos sapais entre Fão e Ofir, já muito próximos do Oceano Atlântico, no interior das margens do Rio Cávado, com elevada predominância de água doce, encontramos uma riqueza ao nível da Flora e da Fauna existente. Aqui, a biodiversidade e espécies animais e vegetais é elevadíssima. Proporcionam ainda, uma vista única que parte dos sons e aromas da natureza, ao avistamento do edificado de Esposende, na outra margem.

Enquanto explorava as das poças de maré na Praia de Cepães, deparei-me com um pescador local na sua faina. Ao conversarmos, explicou-me que procurava polvos, mas que o exemplar que trazia no saco era demasiado pequeno e "não valia a pena". Num gesto exemplar de sustentabilidade e respeito pelos recursos marinhos, o pescador decidiu libertá-lo, transformando um encontro fortuito numa oportunidade única de observação da fauna marinha selvagem e deu-me a oportunidade de documentar de perto a beleza anatómica deste cefalópode, um animal tão fascinante e esquivo que nunca antes tinha conseguido fotografar. Na imagem, a textura e os tons quentes do polvo contrastam com o verde vivo da alface-do-mar, imortalizando um momento especial e fugaz: o breve segundo de transição que antecedeu o regresso ao seu refúgio aquático.
Um encontro fora do comum que celebra a riqueza da nossa fauna marinha e a importância de saber respeitar os ciclos da natureza da nossa costa.

Retrata exemplares de cardo-marítimo (Eryngium maritimum) a crescer diretamente na areia das dunas. As plantas apresentam as suas características folhas espinhosas de tom verde-acinzentado e inflorescências globulares, algumas ainda verdes e outras já com uma cor arroxeada intensa, destacando-se contra a textura neutra da areia

Um denso tapete de anémonas cobre a rocha costeira, criando um cenário de abundância. O movimento sincronizado dos tentáculos, em harmonia com a ondulação, cria um ambiente com tanto de alienígena como de serenidade, lembrando que mesmo os ambientes aparentemente mais simples escondem uma extraordinária diversidade e complexidade ecológica, tão perto e tão longe do nosso olhar.


































































































































































